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A igreja em células

Nossa igreja está numa transição de grupos familiares (grupos pequenos) para células. Toda célula é um grupo pequeno, mas nem todo grupo pequeno é uma célula. Uma igreja em células é a maneira mais prática de viver como os primeiros cristãos. Assim como o nosso corpo é composto de milhares de células, a igreja que é um corpo é formada de incontáveis células que são os cristãos. Na igreja local, uma célula é um grupo de oito a quinze pessoas que se reúne para experimentar o amor de Deus na comunhão com os irmãos, procurando sempre alcançar outras pessoas para Cristo. As células são partes de um todo que é a igreja. Elas não são isoladas, independentes, mas interdependentes. As células se reúnem em vários locais do bairro e da cidade, mas se encontram para adorar e celebrar ao Senhor Jesus Cristo. Todos os crentes são pastoreados nas células de modo efetivo. Assim, mesmo que a igreja tenha milhares de membros, todos são assistidos pelos líderes das células, seus auxiliares e demais membros, na prática bíblica dos mandamentos recíprocos de “uns aos outros”. A Igreja nasceu com 120 pessoas. No dia de Pentecoste houve 3.000 conversões, multiplicando assim 25 vezes sua membresia num só dia. Como os apóstolos fizeram para batizar 250 pessoas num dia, cada um deles? Onde se reuniriam? Como discipular essa gente toda? Certamente eles distribuíram esses novos irmãos entre os 120, para que esses dessem seguimento ao discipulado. Isso aconteceu em seus lares.

A Igreja do Novo Testamento começou tendo dois tipos de reuniões - nas casas e no templo (At 2.42). As celebrações que se realizavam em lugares públicos tinham uma multidão de cristãos. As reuniões nas casas eram grupos pequenos que hoje chamamos células (At 12.12; Rm 16.3-5; Cl 4.15; Fm 2). A igreja equilibrava suas reuniões grandes e pequenas.

No ano 312, com a institucionalização do Cristianismo, a Igreja começou a perder seu equilíbrio entre a celebração e a célula. Em 1517, Martinho Lutero liderou a Reforma, provocando uma transformação na teologia, porém, deixou intacta a estrutura da Igreja. Em 1738, inspirado pelos Morávios, João Wesley começou a organizar seus “clubes santos”. Estes eram grupos pequenos onde os crentes se reuniam para orar, estudar a Bíblia e animar uns aos outros. Para Wesley, converter-se e não participar de um grupo pequeno, não valia muito. O pai do movimento celular moderno é o Pastor David Yonggi Cho, que iniciou sua igreja em 1958 em um bairro pobre de Seul, na Coréia do Sul.

Deus tem restaurado à sua Igreja o modelo do Novo Testamento. A combinação das reuniões de celebrações com as células não é uma idéia humana, mas sim o modelo que a Bíblia e a história demonstram que tem sido o sistema de Deus para o crescimento de sua igreja. Esteja aberto para mudanças e adaptações. Nunca esqueça que a Igreja foi instituída por Cristo para ser um movimento, não um monumento. A vida da igreja é dinâmica. Por isso, é normal que se façam mudanças em sua metodologia de trabalho. Nossos propósitos não mudam, mas a maneira de vivenciar esses propósitos deve mudar sempre que necessário.

Por isso, mude para apoiar, participar, contribuir, comprometer-se. A Bíblia diz que cada um de nós está sendo utilizado como pedra viva na edificação de uma casa espiritual (1 Pe 2.5). Seja essa pedra que constrói sempre, como uma célula viva.

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